MÚSICA

Ano de lançamento: 2004
Gravadora: Sony Music
Produção: Liminha
Certificação: Disco de Platina
Prêmios:

Prêmio Multishow de Música Brasileira (Melhor Música - "Ai, Ai, Ai")

1. Ainda Bem 4:29
2. Eu Sou Neguinha? 3:48
3. Eu Quero Enfeitar Você 2:58
4. Música 3:06
5. Essa Boneca tem Manual 3:38
6. Ai, Ai, Ai 4:12
7. Joãozinho 3:54
8. Ela X Ele na Cidade Sem Fim 4:34
9. História de Uma Gata 3:46
10. Não Chore, Homem 3:36
11. Vem 3:16
12. 3:11
13. Ai, Ai, Ai... (Deep Lick Radio) 4:50
  • Ainda Bem

    Vanessa da Mata e Liminha

    Ainda bem
    Que você vive comigo
    Porque senão
    Como seria esta vida?
    Sei lá, sei lá...
    Nos dias frios em que nós estamos juntos
    Nos abraçamos sob o nosso conforto
    De amar, de amar

    Se há dores tudo fica mais fácil
    Seu rosto silencia e faz parar
    As flores que me mandam são fato
    Do nosso cuidado e entrega
    Meus beijos sem os seus não dariam
    Os dias chegariam sem paixão
    Meu corpo sem o seu uma parte
    Seria o acaso e não sorte

    Ainda bem
    Que você vive comigo
    Porque senão
    Como seria esta vida?
    Sei lá, sei lá...
    Se há dores tudo fica mais fácil
    Seu rosto silencia e faz parar
    As flores que me mandam são fato
    Do nosso cuidado e entrega
    Meus beijos sem os seus não dariam
    Os dias chegariam sem paixão
    Meu corpo sem o seu uma parte
    Seria o acaso e não sorte

    Neste mundo de tantos anos
    Entre tantos outros
    Que sorte a nossa, hein?
    Entre tantas paixões
    Esse encontro
    Nós dois
    Esse amor

    Entre tantos outros
    Entre tantos anos
    Que sorte a nossa, hein?

    Entre tantas paixões
    Esse encontro
    Nós dois
    Esse amor

  • Eu Sou Neguinha?

    Caetano Veloso

    Eu tava encostado ali minha guitarra
    Num quadrado branco, vídeo papelão
    Eu era um enigma, uma interrogação
    Olha que coisa
    Mas que coisa à toa, boa, boa, boa, boa, boa
    Eu tava com graça...
    Tava por acaso ali, não era nada
    Bunda de mulata, muque de peão
    Tava em Madureira, tava na Bahia
    No Beaubourg, no Bronx, no Brás
    E eu, e eu, e eu, e eu
    A me perguntar
    Eu sou neguinha?

    Era uma mensagem
    Lia uma mensagem
    Parece bobagem mas não era não
    Eu não decifrava, eu não conseguia
    Mas aquilo ia, e eu ia, e eu ia, e eu ia, e eu ia
    Eu me perguntava

    Era um gesto hippie, um desenho estranho
    Homens trabalhando, para e contramão
    E era uma alegria, era uma esperança
    Era dança e dança ou não, ou não, ou não, ou não, ou não
    Tava perguntado:
    Eu sou neguinha?
    Eu sou neguinha?
    Sou neguinha.......
    Eu sou neguinha?
    Sou neguinha.......

    Eu tava rezando ali completamente
    Um crente, uma lente, era uma visão
    Totalmente terceiro sexo
    Totalmente terceiro mundo terceiro milênio
    Carne nua, nua, nua, nua, nua, nua
    Era tão gozado
    Era um trio elétrico, era fantasia
    Escola de samba na televisão
    Cruz no fim do túnel, beco sem saída
    E eu era a saída, melodia, meio-dia, dia, dia, dia
    Era o que eu dizia:
    Eu sou neguinha?

    Mas via outras coisas: via o moço forte
    E a mulher macia den'da escuridão
    Via o que é visível, via o que não via
    E o que poesia e a profecia não vêem
    Mas vêem, vêem, vêem, vêem, vêem
    É o que parecia
    Que as coisas conversam coisas surpreendentes
    Fatalmente erram, acham solução
    E que o mesmo signo que eu tento ler e ser
    É apenas um possível e o impossível
    Em mim, em mil, em mil, em mil, em mil
    E a pergunta vinha:
    Eu sou neguinha?

  • Eu Quero Enfeitar Você

    Vanessa da Mata e Liminha

    Eu não quero este poder
    Toma ele pra você
    Eu só quero cantar, gozar e
    Gastar da vida

    Eu só quero um cafuné
    Um cobertor de orelha fixo
    Neste inverno tão rígido
    Fingir que acredito em você

    Eu quero enfeitar você

    Eu só quero me perder
    Eu não quero este poder
    Chamar o sapo de príncipe
    Comer você de manhã

    E quando tudo parecer
    Que está quase perdido
    Que foi quase esquecido
    Que não é mais minha maçã
    Eu quero enfeitar você

  • Música

    Vanessa da Mata e Liminha

    Nosso sonho
    Se perdeu no fio da vida
    E eu vou embora
    Sem mais feridas
    Sem despedidas
    Eu quero ver o mar
    Eu quero ver o mar
    Eu quero ver o mar
    Eu quero ver o mar

    Se voltar desejos
    Ou se eles foram mesmo
    Lembre da nossa música
    Música
    Se lembrar dos tempos
    Dos nossos momentos
    Lembre da nossa música
    Música

    Nossas juras de amor
    Já desbotadas
    Nossos beijos de outrora
    Foram guardados
    Nosso mais belo plano
    Desperdiçado
    Nossa graça e vontade
    Derretem na chuva

    Se voltar desejos
    Ou se eles foram mesmo
    Lembre da nossa música
    Música
    Se lembrar dos tempos
    Dos nossos momentos
    Lembre da nossa música
    Música

    Um costume de nós
    Fica agarrado
    As lembranças, os cheiros.
    Dilacerados
    Nossa bela história
    Tá no passado
    O amor que me tinhas
    Era pouco e se acabou

    Se voltar desejos
    Ou se eles foram mesmo
    Lembre da nossa música
    Música
    Se lembrar dos tempos
    Dos nossos momentos
    Lembre da nossa música
    Música

  • Essa Boneca tem Manual

    Vanessa da Mata

    Ela só me faz um cafuné
    E depois me olha com vontade
    Sua casa é azul e verde
    Cercada de grandes árvores
    Nos segredos dela se aposta viu?
    Nos cabelos dela não se toca ouviu?
    Eles são de nuven ou bombril?
    Eles são ousados ou só seus?
    Essa boneca tem manual?

    Mas é que ela mora na janela
    Junto ao seu gato e um mistério
    Desenha um rabisco no caderno
    Espia um belo eterno?
    Que será que ela vê naquela TV feita de pau amarelo?
    Viaja estudando o espaço
    No seu vestidinho de morango?
    Na insistência da imaginação
    Pobre coração
    Pobre coração, tum tum tum tum
    Démarrer démarrer
    Essa boneca tem manual?

    Os homens odeiam
    As mulheres adoram
    Onde esse moço passa, elas choram
    O assunto é ele, o tesouro é dele
    Onde esse moço passa, elas choram
    Por ele há fome o belo se come
    Onde esse moço passa, elas choram
    Será que é touro e adora vermelho?
    Onde esse moço passa, elas choram
    O belo e a sua ingratidão
    Pobre coração
    Pobre coração, tum tum tum tum
    Démarrer d-ci

    Jandira, corre lá... Só para ver...
    Essa boneca tem manual?

  • Ai, Ai, Ai

    Vanessa da Mata e Liminha

    Tchunanananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
    Tchunanananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
    Tchunananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
    Tchunanananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
    Tchunanananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
    Tchunanananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!

    Se você quiser
    Eu vou te dar um amor
    Desses de cinema
    Não vai te faltar carinho
    Plano ou assunto
    Ao longo do dia...

    Se você quiser
    Eu largo tudo
    Vou pr'o mundo com você
    Meu bem!
    Nessa nossa estrada
    Só terá belas praias
    E cachoeiras...

    Aonde o vento é brisa
    Onde não haja quem possa
    Com a nossa felicidade
    Vamos brindar a vida meu bem
    Aonde o vento é brisa
    E o céu claro de estrelas
    O que a gente precisa
    É tomar um banho de chuva
    Um banho de chuva...

    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Aaaaaaai!
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Aaaaaaai!
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Aaaaaaai!
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Aaaaaaai!

    Se você quiser
    Eu vou te dar um amor
    Desses de cinema
    Não vai te faltar carinho
    Plano ou assunto
    Ao longo do dia...

    Se você quiser
    Eu largo tudo
    Vou pr'o mundo com você
    Meu bem!
    Nessa nossa estrada
    Só terá belas praias
    E cachoeiras...

    Aonde o vento é brisa
    Onde não haja quem possa
    Com a nossa felicidade
    Vamos brindar a vida meu bem
    Aonde o vento é brisa
    E o céu claro de estrelas
    O que a gente precisa
    É tomar um banho de chuva
    Um banho de chuva!...

    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Aaaaaaai!
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Aaaaaaai!
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Aaaaaaai!
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Aaaaaaai!

    Tchunanananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
    Tchunanananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
    Tchunananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
    Tchunanananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
    Tchunanananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
    Tchunanananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!

  • Joãozinho

    Vanessa da Mata

    Moça de joãozinho no cabelo
    Faz de conta no espelho
    Faz de conta no espelho
    Abre a porta e vai para o asfalto
    Lisa a ponta do cabelo
    Alisa a ponta do cabelo

    Corre quando começa a chover
    Olha só vai enrolar
    O cabelo encolher

    Vem ver Maria
    Vem ver Maria
    Joãozinho
    Vem ver Maria
    Vem ver Maria
    De Joãozinho

  • Ela X Ele na Cidade Sem Fim

    Vanessa da Mata

    Ela não tem preço
    Nem vontade
    Ela não tem culpa
    Nem falsidade
    Ela não sabe me amar
    Ela não tem jogo
    Nem saudade
    Ela não tem fogo
    Nem muita idade
    Ela não sabe me amar
    Ela não saberá

    Coisa de amor
    De irmão
    Que ela insiste e que me dá
    Toda vez que eu tento
    Ela sofre
    Poderia ser medo
    Mas como é possível

    Mas então seu amor não é meu
    Nem eu o seu
    Pois então que será minha amada
    Amadora?

    Ele não tem preço
    Nem vontade
    Ele não tem culpa
    Nem falsidade
    Ele não sabe me amar
    Ele não tem jogo
    Nem saudade
    Ele não tem fogo
    Nem muita idade
    Ele não sabe me amar
    Ele não saberá

    Mas então seu amor não é meu
    Nem eu o seu
    Pois então que será meu amado
    Amador?

    Se eles não têm pose
    Nem maldade
    Eles não têm culpa
    Nessa cidade
    Eles não sabem amar
    Coisas da vida

  • História de Uma Gata

    Chico Buarque, Bacalov e Bardotti

    Me alimentaram
    Me acariciaram
    Me aliciaram
    Me acostumaram

    O meu mundo era o apartamento
    Detefon, almofada e trato
    Todo dia filé-mignon
    Ou mesmo um bom filé... de gato
    Me diziam todo momento
    Fique em casa, não tome vento
    Mas é duro ficar na sua
    Quando à luz da lua
    Tantos gatos pela rua
    Toda a noite vão cantando assim

    Nós, gatos, já nascemos pobres
    Porém, já nascemos livres
    Senhor, senhora, senhorio
    Felino, não reconhecerás

    De manhã eu voltei pra casa
    Fui barrada na portaria
    Sem filé e sem almofada
    Por causa da cantoria
    Mas agora o meu dia-a-dia
    É no meio da gataria
    Pela rua virando lata
    Eu sou mais eu, mais gata
    Numa louca serenata
    Que de noite sai cantando assim

    Nós, gatos, já nascemos pobres
    Porém, já nascemos livres
    Senhor, senhora, senhorio
    Felino, não reconhecerás

  • Não Chore, Homem

    Vanessa da Mata

    Você me dá muito pouco
    E eu vou embora
    O que você me deu
    Vou jogar fora
    O que presta pra mim
    É afeição
    Eu vou tentar ser bem mais competente
    Na escolha da próxima paixão
    Meu bem
    Próxima paixão, meu bem
    Próxima paixão, meu bem
    Próxima
    Próxima
    Próxima

    Eu quero alguém bem melhor
    E mais bonito
    Alguem que nem você eu não preciso
    O resultado disso é solidão
    Eu vou tentar ser bem mais competente
    Na escolha da próxima paixão
    Meu bem
    Próxima paixão, meu bem
    Próxima paixão, meu bem
    Próxima
    Próxima
    Próxima

    Não chore homem...

    Mas as coisas não são assim
    Não é vovó?
    São coisas que a gente não escolhe nunca
    As coisas do coração
    Não é vovó?
    Elas são como são ou a gente muda?

    Amanhã eu não quero confundir
    Atração sexual com ilusões de amor puro

    Não chore homem...

  • Vem

    Vanessa da Mata

    Vem
    Que eu sei que você tem vontade
    Que eu sei que você tem saudade de mim
    Antes que haja enfermidade
    Que eu não me recupere

    Mas
    Se decidir fazer surpresa
    Deixei as chaves embaixo do xaxim
    Comprei os doces que devora
    Acho que agora não vai resistir

    Um espelho pra sua vaidade
    Dossel, pena de ganso
    É quase um romance
    Desligue nossos celulares
    Três dias pra um começo, vem

    Vem
    Eu sei que você tem vontade
    Eu sei que você tem saudade de mim
    Antes que haja enfermidade
    Que eu me desespere

  • Vanessa da Mata e Liminha

    Você dita ao meu coração
    O que ele não quer aprender, Zé
    Você quer que o meu coração
    Siga a tua receita só
    Não, quero que aceite
    O jeito que eu te dou de mulher
    Não, e aproveite
    O resto o tempo dá jeito

    Mesmo que tenha a minha oração
    Que você dispensa Zé
    Você faz com que o meu coração
    Siga a tua beleza só
    Vá lembrar a tardinha
    Quando nos conhecemos Zé
    Havia uma beleza ali
    Ou era criatividade minha

    Quando andava pela rua
    Cor de sol amarelo ouro
    Me fitava e eu me avermelhando
    Som de jardim de sonho
    Zé era seis da tarde
    Dia e escuridão
    Tinha tom, sino e alarme
    Roubando o meu coração

    Hortelã, alecrim e jasmim
    Ave Maria cantando
    Ela tão satisfeita por mim
    E eu num galho do sol
    Que nem passarinho
    Que nem passarinho
    Desvanecida de amor
    Cor de carmim

  • Ai, Ai, Ai... (Deep Lick Radio)

    Vanessa da Mata e Liminha

    Tchunanananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
    Tchunanananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
    Tchunananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
    Tchunanananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
    Tchunanananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
    Tchunanananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!

    Se você quiser
    Eu vou te dar um amor
    Desses de cinema
    Não vai te faltar carinho
    Plano ou assunto
    Ao longo do dia...

    Se você quiser
    Eu largo tudo
    Vou pr'o mundo com você
    Meu bem!
    Nessa nossa estrada
    Só terá belas praias
    E cachoeiras...

    Aonde o vento é brisa
    Onde não haja quem possa
    Com a nossa felicidade
    Vamos brindar a vida meu bem
    Aonde o vento é brisa
    E o céu claro de estrelas
    O que a gente precisa
    É tomar um banho de chuva
    Um banho de chuva...

    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Aaaaaaai!
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Aaaaaaai!
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Aaaaaaai!
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Aaaaaaai!

    Se você quiser
    Eu vou te dar um amor
    Desses de cinema
    Não vai te faltar carinho
    Plano ou assunto
    Ao longo do dia...

    Se você quiser
    Eu largo tudo
    Vou pr'o mundo com você
    Meu bem!
    Nessa nossa estrada
    Só terá belas praias
    E cachoeiras...

    Aonde o vento é brisa
    Onde não haja quem possa
    Com a nossa felicidade
    Vamos brindar a vida meu bem
    Aonde o vento é brisa
    E o céu claro de estrelas
    O que a gente precisa
    É tomar um banho de chuva
    Um banho de chuva!...

    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Aaaaaaai!
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Aaaaaaai!
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Aaaaaaai!
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Ai, ai, ai, ai, ai, ai
    Aaaaaaai!

    Tchunanananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
    Tchunanananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
    Tchunananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
    Tchunanananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
    Tchunanananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
    Tchunanananã!
    Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!